sábado, 20 de junho de 2009

INTERCOM NORTE 2009 – Últimos momentos



Depois do encerramento do congresso, me senti até mesquinha em tudo que lhes escrevi até agora e em tudo o que pensei. É fácil julgar os acontecimentos, apontar os erros, mas é difícil enxergar os acertos. Eu fui até o exato momento um tanto quanto critica, com uma visão minimalista de tudo que estava ocorrendo, eu me coloquei ali apenas para criticar. Sou exigente demais comigo mesma, porque não seria assim também de algo que eu esperava tanto?


Não fui a muitos congressos, aliais, este é o meu segundo, e o primeiro de comunicação, eu falei tanto dos problemas técnicos do evento, que esqueci de me colocar no lugar dos organizadores e verificar os acertos que tiveram.


Se no primeiro dia tudo parecia despencar, no segundo a tranqüilidade pairava sob o ar da UNIRON. Pela praça de alimentação já se notava o começo da interação tão esperada (ao menos por mim).


Neste segundo dia, eis que eu finalmente tive tempo para assistir uma das palestras, com a temática “Mídia e Violência: aspectos de direito processual penal”, com o professor e mestre Luiz Fernando Pereira Neto. Um assunto que parece maçante foi muito interessante e o palestrante ainda nos fez refletir e deixou questões para que nós colocássemos nossos cérebros para funcionar. Logo em seguida foi à palestra do professor, mestre e coordenador do evento Marco Bonito, com o tema “Informvoros”, da qual infelizmente não pude estar presente, mas ouvi comentários excelentes.


Sem problemas com o jantar e com o horário modificado do inicio das oficinas, tudo estava correndo bem, exceto para nossos guerreiros da PVH CAOS que estavam em meio aos preparativos para a programação cultural da ultima noite do INTERCOM.
Se ontem não pude falar das outras oficinas, hoje posso dizer que ouvi uma serie de pessoas satisfeitas, incluindo eu, que me apaixonei ainda mais por fotografia, mas acho que isto ainda me será apenas hobby.


Final das oficinas, inicio do Sarau, a luz de velas mais uma vez, o hall de entrada da faculdade entrou em um clima zen. Lá os alunos de diversos lugares do norte puderam escutar musica regional, declamação de poesia, poesia regional, musica popular brasileira e blues. O clima chegou a ser contagiante e os alunos de ‘esparramaram’ no chão para curtir as atrações.


Logo após, as pessoas puderam se reunir próximos ao palco montado no estacionamento da faculdade, não posso deixar de falar sobre minha piadinha ‘interna’, o tal fantasminha do som que assombrou os dois dias do congresso. Depois tu horas de organização, testes de som, eis que na primeira apresentação, a energia das P.A.’s caiu. Um corre-corre alucinante para que tudo voltasse ao normal o mais rápido possível, e foi ai que senti na pele o quanto imprevistos podem ocorrer. Por sorte tudo foi resolvido rapidamente, e a primeira banda a tocar foi Estação Vapor, que até então eu desconhecia, mas que já coloco em minha lista de recomendações, com musicas na batida do velho rock ‘n roll, letras de protesto e baladinhas românticas. Logo após foi a vez da Bicho do Lodo, uma banda que mistura regionalidade com rock ‘n roll, traz letras polemicas e instigantes. A terceira banda da noite foi a Di Marco, vinda diretamente de Ji-Paraná, apenas para tocar no evento, se vocês puderem conferir o myspace, recomendo que ouçam todas estas bandas. A banda que fechou a ultima noite de congresso foi a Ultimato, o som pesado da banda fez os convidados dos mesmos curtirem um evento que até então foi programado para os participantes. Foi um show V.I.P. para àquelas que realmente prestigiam este tipo de musica.


Sempre ouvi amigos contando historias de seus congressos, de o quanto foi fundamental para suas vidas, não só pelo conteúdo, mas pela diversão e amizade, pela interação e troca de culturas que pode acontecer, mas sinceramente, não consegui notar nada disto neste, acho que até um congresso de advogados tenha sido mais divertido.
Claro que amizades aconteceram (e sabe Deus o que mais), porém vi que ainda havia uma serie de panelinhas estaduais.


Hoje pela manha, tivemos uma palestra sobre “Sociabilidade na cibercultura” com o professor da UFBA(BA) Dr. José Carlos Ribeiro. Logo em seguida aconteceu a premiação da EXPOCOM (como foi dito, é onde ocorre a apresentação de trabalhos que irão participar do INTERCOM nacional).


Se antes eu havia achado tudo muito morno, ali minha mente pode dar um giro de 360° e ver porque o INTERCOM foi importante. Só a minha faculdade levou para casa 8 prêmios, infelizmente, eu estava sem os demais membros do PVH CAOS, e não consegui fotografar e anotar nomes ao mesmo tempo, mas tudo isto logo estará disponível no blog do congresso, na TV e no impresso.


A emoção dos ganhadores, dos professores que fizeram e viram tudo acontecer, a vibração, os discursos, faz agente entender na hora o quanto foi importante a presença de cada um.


Foram tantas pessoas envolvidas para que tudo aquilo acontecesse, foi nos erros e acertos, em meio a medos e delírios que no final, tudo acabou bem, tudo foi perfeito. A emoção foi tanta que em meio a varias historias, vários sacrifícios e varias lagrimas, esta que lhes escreve, que foi tão critica (pra não dizer chata) não agüentou e derramou algumas gotinhas salgadas em casa.
Ta certo, eu também chorei um pouco de frustração, porque estávamos em todos os cartazes como apoiadores do evento, eu só posso dizer por mim, mas foram os dois dias mais cansativos do meu ano, vários problemas, muito stress, momentos de raiva, e no final, me senti só mais uma mera participante, pois nem um misero “obrigado pelo apoio” ouvi (não digo só por mim, mas também pelos meus colegas).


Mas este foi o INTERCOM NORTE 2009, e agora que venha o INTERCOM nacional.

Poliana Zanini



*Em breve disponibilizaremos todas as fotos, videos e audio

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