quinta-feira, 5 de novembro de 2009

FESTIVAL QUEBRAMAR!


bode cre rapazeada nervosa portovelho C.A.O.S, o coletivo CAOS se encontra em MACAPA para cobrir o Festival de música independente QUEBRAMAR.

Apresentação

O Festival Quebramar de Música Independente chega à sua 2º edição como o 5º festival mais promissor do país – de acordo com a revista Bravo! (maio/2009) -, não à toa.

A 1º edição, em 2008, foi realizada gratuitamente na Universidade Federal do Amapá em duas noites, trazendo nomes consagrados do rock nacional como a banda alagoana Mopho e a cuiabana Macaco Bong.

Promover a valorização da região Norte é uma preocupação constante, por isto, estiveram presentes bandas como a Klethus (RR), Turbo (PA), Aeroplano (PA), Clube de Vanguarda Celestial, Jolly Joker (PA) e vários nomes locais.

Este ano o Festival Quebramar terá o privilégio de ocorrer em frente ao Rio Amazonas, no anfiteatro do patrimônio histórico do Brasil, que é a maior fortificação colonial dos portugueses: a Fortaleza de São José de Macapá. Tal qual ao ano passado, a bilheteria dos shows será aberta ao público.

Pela tarde, durante os dois dias de festival, acontecerá no auditório da Fortaleza de São José as palestras “Jornalismo cultural: uma contradição em termos?” e “A reinvenção do Brasil: emergência cultural da região norte”, com o jornalista Alex Antunes, e “Arranjos produtivos locais na economia da cultura”, com o cientista social Marcus Vinícius Nogueira.

A região Norte se mantém presente através das bandas Delinqüentes (PA), Sincera (PA), Mr. Jungle (RR) e Ultimato (RO), além de treze locais.

No primeiro dia o Facas Voadoras (MS), banda que desponta na nova cena do rock independente, sobe ao palco e encerrando a noite o rapper Linha Dura (MT), um dos maiores do país. No segundo dia é a consagrada banda de trash metal Ratos de Porão (SP) que fecha a última noite de festival.

Porque um festival?

Um festival é historicamente uma grande vitrine que revela e legitima talentos por ser um evento de grande porte, público e fluxo de informações.

Nos anos 60, foi através de festivais que a então música popular brasileira se fez conhecida. Era a televisão consolidando-se como principal meio de comunicação e divulgação da música, superando o rádio.

Neste novo milênio os festivais voltaram, e dessa vez autenticam um novo meio de comunicação: a internet. Para tanta música e artista que circula livremente na rede há festivais, que mesmo não sendo de caráter competitivo como antigamente, os filtram e apresentam ao grande público.

Esses festivais são independentes e estão ocorrendo em praticamente todo o território brasileiro, segundo a ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), instituição ligada aos produtores de festivais, no ano passado cerca de 800 bandas circularam nos 38 festivais catalogados.

É nesse contexto que surge o Circuito Fora do Eixo, o Coletivo Palafita e por conseqüência o Festival Quebramar de Música Independente, tornando o Amapá, de fato, parte deste momento histórico da música brasileira.

O que o Quebramar apresenta de diferente?

A proposta, sem antecedentes, inaugurou no Amapá um fluxo de informações, ações qualificadoras e intercâmbio de tecnologias, necessárias para viabilizar o desenvolvimento de arranjos produtivos locais.

O Coletivo Palafita age numa plataforma de trabalho pautada na Economia Solidária constituindo-se como um Ponto Fora-do-eixo, integrando-se a uma rede de coletivos distribuídos por todo o território nacional aglutinados por objetivos semelhantes: o Circuito Fora-do-eixo; viabilizando todas as suas atividades por meio de ações colaborativas e troca de serviços.

Quem faz isso tudo?

O Coletivo Palafita é o realizador do evento, juntamente ao Circuito Fora do Eixo, ambos formados por músicos, artistas, comunicadores e agentes culturais.

O Palafita é uma organização informal surgida em 2006 no intuito de promover a cena cultural local e facilitar a articulação entre produtores e agentes do Amapá com aqueles sediados em outras federações.

É estimulando a cadeia produtiva amapaense através da Economia Solidária e da auto-gestão que o Coletivo Palafita vem integrando o Amapá, Estado do extremo Norte e historicamente deslocado, numa nova rede nacional de cultura independente (Circuito Fora do Eixo).

O Festival Quebramar de Música Independente é sua mais importante ação, porém não a única, organizando também o Grito Rock Macapá além de atividades de formação e shows semanais e mensais.

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